Muitos estudos têm sido realizados para analisar os problemas relacionados à depressão (ou depressões). Apesar do progresso alcançado pelos pesquisadores, o aumento dos transtornos depressivos entre a população geral continua preocupando profissionais de saúde das diversas áreas, em buscas de alternativas e soluções adequadas. Mas afinal, o que é depressão? Não há de fato uma resposta certa. Existem apenas teorias e estudos supondo e conceituando depressão. Depressão em outras palavras é uma doença mental muito relativa ao ponto de vista de cada profissional da área de saúde. Afinal não podemos vê-la de fato, mas podemos caracterizá-la. Assim, depressão (com bases orgânicas) caracteriza-se por um desequilíbrio na química cerebral. Considerando todos os tipos de depressões, a proporção de doentes é de duas mulheres para um homem.
"De um ponto de vista histórico, a depressão não é uma doença dos tempos modernos ou contemporâneos, essa doença atinge a humanidade há centenas de anos e não necessariamente com bases orgânicas. Portanto, a visão de depressão que temos hoje é bem antiga.
Na Grécia Antiga a tristeza profunda acompanhada de afastamento da realidade externa, sentimentos de culpa exagerados e tendências suicidas eram conhecidos por Melancolia. Hipócrates atribuía a causa da depressão ao acúmulo de bile negra no organismo, cujo tratamento concedia em expurgar do corpo os sentimentos negativos através do uso de expurgastes. Platão descreveu a mania ou a fúria dos poetas como sendo um estado de excitação.
Na Idade Média a censura da Igreja ao pensamento greco-romano fez cessar a busca pelo conhecimento científico-natural, fazendo surgir o pensamento mágico religioso. Nesse período as doenças tinham conotação de pecado, vício e problema ético. Sendo assim, todos os doentes psíquicos (inclusive os depressivos) foram incluídos entre os feiticeiros, e até hoje persistem teses religiosas sobre influências demoníacas e pecaminosas. Isso faz com que as pessoas considerem ser o trabalho um remédio contra a “ociosidade” do deprimido.
No século XX inicia as referências à alternância entre mania e depressão, o que hoje corresponde ao transtorno bipolar do humor. É muito comum ouvirmos as pessoas dizerem “me sinto deprimido hoje”, sem que de fato estejam deprimidas. Muitas vezes essa expressão reflete apenas uma tristeza temporária. Isso se deve ao conhecimento que adquirimos do senso comum. Muitos confundem depressão com tristeza, fraqueza e etc. A depressão não é uma tristeza, fraqueza, e sim um grave problema de saúde."
Com bases orgânicas, os neurônios de um deprimido não respondem bem aos estímulos dos neurabicensmissores, as substâncias responsáveis pela comunicação entre as células nervosas. Entre os neuratransmissores mais comumente associados à depressão estão a seratonia a dopanina e a moradrenalina.
Genética pode ser o principal fator para a doença. Uma pessoa com parentes próximos vítimas de depressão tem até três vezes mais de probabilidade de apresentar o mesmo problema. Stress é um fator que geralmente atua no desencadeamento da primeira crise depressiva. Pode ser de natureza física (doenças com dores crônicas, por exemplo), psicológica (divórcios ou excesso de trabalho) e ambiental (inverno rigoroso ou catasbiofes). Uso de drogas em abundância interfere na comunicação entre os neurônios, o que pode levar a quadros depressivos.
Outros tipos: depressão melancólica em sua forma clássica de tristeza há falta de energia, perda de apetite e raciocínio lento. Em torno de 65% dos doentes têm insônia. Os sintomas manifestam-se sobre tudo pela manhã.
Depressão atípica faz o deprimido sentir mais fome e mais sono. A angústia piora no fim da tarde e à noite. Depressão ansiosa vem acompanhada de inquietação e desconforto. A pessoa não sente a vontade em lugar nenhum, tem a sensação de que algo ruim vai lhe acontecer a qualquer momento e pode apresentar sintomas físicos de ansiedade, como taquicardia e suar.
Conseqüências; Levemente, o doente é capaz de desempenhar a maior parte de suas atividades cotidianas, com perdas de interesse ou abatimentos, se no caso apresentar mais de dois (ou três) sintomas da doença. Moderadamente, o doente te dificuldade para manter as atividades da sua rotina, como concentrar-se e tomar decisões, e cometer mais erros no trabalho, se no caso apresentar mais de quatro sintomas da doença. Gravemente, o doente não consegue desempenhar suas atividades mais rotineiras, como tomar banho, às mais complexas, como trabalhar. Pode apresentar delírios e alucinações. As idéias e tentativas de suicídio são comuns, se no caso apresentar cinco (ou mais) sintomas da doença.
Fonte:
sites;
psiquecarol.blogspot.com
Scielo Brasil
ABC da saúde
WebArtigos.com
Revistas: Diagnóstic and statistical manual of mental
Disorders (DSMIV), Classificação Internacional de Doenças (CIDIO) e Ricardo Moreno (psiquiatra). Veja 10 de fevereiro de 2010.
Livro: Depressão e psicodiagnóstico interventivo de:
Paulo, Maria Salete Lopes Legname – ano – 2005.